quarta-feira, 16 de setembro de 2009

As coisas que passam

Quis o acaso que, enquanto vigiava sonolentamente exames na Faculdade deparasse com um trecho acertadíssimo:
"As coisas que passam, dizia Hegel, são passagens para outra coisa. Mas há coisas que não passam - nem pela cabeça, quando existe, nem pela vida, quando ocorre. São figuras do mesmo e por vezes são substituições do mesmo. Tudo fica, se mantém, e nem vale a pena compreendê-lo porque o que vale brilha e ofusca. A luz que esclarece resulta das coisas opacas, dos mundos baços e submersos"
Nuno Júdice, Última Palavra "- Sim", & etc 1977, p. 18
Fitei o rosto perdido dos examinados de ocasião, lembrei-me dos suores frios que, nos tempos em que estava do outro lado do anfiteatro procurava a resposta possível ao inquisitório jurídico vertido sobre letra de imprensa que crescia perante mim. Lembrei-me, também, que quando começar a minha nova tese tenho de não me esquecer que "A luz que esclarece resulta das coisas opacas, dos mundos baços e submersos". Isto no Direito, que se quer claro e objectivo para bem da convivência social. Irónico, se escrever algo minimamente certo, tal coisa veio dos bas fonds intelectuais.

2 comentários:

  1. Olá Hugo,

    Sou leitor do Crítica de Circunstância e sou cinéfilo de carteirinha. Eu estou mandando esse email porque estou trabalhando numa empresa que desenvolveu um portal sobre cinema - o Cinema Total (www.cinematotal.com). Um dos atrativos do site é que você cria uma página dentro do site, podendo escrever textos de blog e críticas de filmes. Então, gostaria de sugerir que você também passasse a publicar seus textos no Cinema Total - assim você também atinge o público que acessa o Cinema Total e não conhece o Crítica de Circunstância.

    Se você gostar do site, também peço que coloque um link para ele no Crítica de Circunstância.

    Se você quiser, me mande um email quando criar sua conta que eu verifico se está tudo ok.

    Um abraço,
    Marcos

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